quarta-feira, 9 de abril de 2014

Época de Copa, nada como um evento que tenha Futebol como tema. Quer algo melhor que isso? Fácil, O Sesc São Paulo e o Goethe Institut ina...

Futebol e arte contemporânea

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Época de Copa, nada como um evento que tenha Futebol como tema. Quer algo melhor que isso? Fácil, O Sesc São Paulo e o Goethe Institut inauguram amanhã, 10 de abril, às 20 horas, a mostra coletiva “Futebol: o jogo só acaba quando termina”.

Organizada pelo curador alemão Alfons Hug, a mostra aproxima a arte contemporânea do esporte. "Em suas interseções com a arte, arquitetura, literatura ou cinema, o futebol é, sem qualquer sombra de dúvida, assunto para debate nos quatro cantos do planeta", resume Alfons Hug.
Artistas e obras

Os suíço-brasileiros Dias & Riedweg descobrem o futebol na "pelada noturna" jogada em um campo de várzea de uma favela do Rio. Muu Blanco, da Venezuela, faz um estudo da violência, tanto no gramado quanto na arquibancada, e transforma cenas brutais encontradas na internet em imagens abstratas repletas de beleza e tentação, nas quais apenas vislumbramos fragmentos do esporte.

Lela Ahmadzai fotografa a seleção feminina do Afeganistão, cujas jogadoras treinam em um terreno militar protegidas por soldados. Nesta série, joga-se futebol correndo risco de vida. No trabalho fotográfico do alemão Michael Wesely, que retratou o público de um bar em Berlim, o esporte é apresentado como entretenimento inofensivo e prazeroso na TV. Marina Camargo (Brasil) apresenta um vídeo em que observa dois amigos discutindo lances, em uma praia com neblina, em Nova York, da versão americanizada do futebol.

O austríaco Lukas Ligeti, por sua vez, omite o elemento visual, concentrando-se apenas no som - ele revela um formidável pano de fundo sonoro de estádios no Rio, em Salvador, Porto Alegre e Montevidéu. O vídeo de Simon Gush tem um canal de áudio para cada um dos dez jogadores de uma partida de futebol jogada nos trilhos ferroviários da cidade de Gent, na Bélgica.

No trabalho do chileno Gianfranco Foschino, a bola perde de vez o papel de protagonista. Aqui, crianças expressam seu desinteresse pelo esporte de forma ostensiva, preferindo cortar lenha com um enorme machado, deixando a bola de escanteio. Santiago Tavella, uruguaio, estuda a geometria do jogo, que nada mais é que uma condensação de linhas, pontos e ângulos, enquanto Mikhael Subotzky registra um jogo de futebol num pátio de uma prisão na África do Sul.

Já Fernando Gutiérrez realiza uma performance teatral com jogadores da periferia de Lima, e o chinês Zhang Qing convida um time para jogar dentro de seu apartamento de 45 metros quadrados. Por fim, em sua série fotográfica "Um a zero", o brasileiro Pablo Lobato dirige o nosso olhar para a geometria das redes, cuja disposição severa é perturbada, por um instante, na hora do gol.

Local: Sesc Vila Mariana (Hall de exposições, térreo, Torre A)
Rua Pelotas, 141 - Vila Mariana
São Paulo - SP - CEP 04012-000
Telefone: (11) 5080 3000

Horários de visitação: terça a sexta, das 10h às 21h30; sábados das 10h às 20h30 e domingos e feriados, das 10h às 18h30. Entrada gratuita e livre para todos os públicos

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