quinta-feira, 8 de maio de 2014

Por Mirella Stivani Achou o título machista? Espere, nem tudo é o que parece. Na verdade, a peça “Não Existe Mulher Difícil”, em cartaz ...

André Bankoff em “Não Existe Mulher Difícil”

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Por Mirella Stivani

Achou o título machista? Espere, nem tudo é o que parece. Na verdade, a peça “Não Existe Mulher Difícil”, em cartaz no Teatro Frei Caneca (toda quinta-feira, às 21h30) é um retrato bem-humorado de um homem que, após ser traído e abandonado, tenta trocar a imagem de “fofo” pela de “cafajeste”. A história é Inspirada no livro homônimo de André Aguiar Marques, com texto adaptado por Lúcio Mauro Filho e direção de Roberto Lage.


No palco, André Bankoff encara a maratona de viver 13 personagens diferentes neste monólogo que garante risadas do início ao fim. “Não uso nenhum tipo de adereço, a transformação ocorre com a mudança de voz e trejeitos, tudo muito rápido. Mas é bacana ver como a plateia embarca na história”, conta o ator, que perde cerca de 1 kg a cada apresentação.


Bankoff destaca o processo de criação que teve com o diretor Roberto Lage. “É a primeira vez que trabalho com ele e está sendo incrível. O Lage deixa o ator livre para improvisar, mas esculpimos cada personagem com muita pesquisa e estudo. Sou muito intenso, um vulcão em erupção 24 horas por dia! Fazer esse monólogo está sendo um grande exercício”, ressalta.


 

Cafajeste romântico

Existem algumas diferenças entre o livro e a peça “Não Existe Mulher Difícil”, como o próprio Bankoff explica. ”O primeiro é mais um almanaque de como conquistar as mulheres, com várias dicas bem-humoradas. Já no monólogo, temos a história de um cara que é traído, fica muito inseguro e acaba se transformando em um cafajeste. Mas sem deixar de ser romântico!”, completa. Nota da redação: portanto, mulheres, nada de revolta! O fofo que existe no personagem nunca deixa de existir.

E em relação ao título da peça, Bankoff afirma que existe mulher difícil sim! “Já aconteceu de eu levar ‘não’, acontece com todos. E se não rolar, o negócio é seguir em frente, o universo está sempre aberto para novas possibilidades”, acredita.

Ano abençoado


Mesmo com muitos anos de carreira, o ator diz que nunca deixou de sentir o famoso “frio na barriga”. “Cada apresentação, é única. Se uma pessoa rir e voltar para a casa com a sensação de que se divertiu com o espetáculo, eu já me sinto realizado. Claro, quanto mais espectadores sentirem isso, mas empolgante fica, teatro é troca”.

O ano está sendo muito bom para Bankoff, “abençoado” como ele mesmo define. Em breve, o ator poderá ser visto em um dos papéis principais do filme “Do Lado de Fora” (que estreia 15 de maio), vivendo um homossexual que esconde sua sexualidade da família. Também estará na segunda temporada da série “O Negócio”, produção original da HBO. E ainda será um dos protagonistas da adaptação de "Vanya e Sonia e Masha e Spike", espetáculo da Broadway que chega ao Brasil com direção de Jorge Tacla. No elenco, Marilia Gabriela e Regina Braga, entre outros.

“Minha casa é o palco, ali eu aprendo muito. É bom poder escolher os trabalhos que quero fazer, no início da carreira não tinha essa liberdade. Ainda não cheguei exatamente onde quero, mas tudo tem o tempo certo e eu vou conseguir. E, independentemente do que aconteça, sou muito tranquilo em relação à fama, nunca vou mudar. Meus pais me deram uma ótima educação”, finaliza com seu sempre belo e cativante sorriso no rosto.

Outra nota da redação: a peça “Não existe Mulher Difícil” fica em cartaz até o final do junho. Um conselho? Não perca!

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