segunda-feira, 12 de maio de 2014

Por Pétala Souza Que tal se calçar com produtos sustentáveis? A busca por materiais sustentáveis tem alcançado todos ...

Sapatos ecológicos para passos sustentáveis

Um comentário:
 

Por Pétala Souza

Que tal se calçar com produtos sustentáveis? A busca por materiais sustentáveis tem alcançado todos os setores de design. No caminho da moda ecofriend empresas calçadistas lançam produtos com materiais ecológicos aumentando as possibilidades do consumo consciente. 

O diferencial destes produtos não está apenas na matéria prima alternativa aplicada com muita criatividade e inteligência para não agredir o meio ambiente; com objetivo de agregar valores aos produtos, muitas empresas desenvolvem também ações e projetos com comunidades carentes. 

A Bio Way, da Free Way, loja de sapatos masculinos, desenvolveu pesquisas com materiais ecologicamente corretos e chegou a um sapato 100% sustentável! As inovações estão no couro do sapato (curtido com adstringente biodegradável encontrado em casca de árvores), no solado (feito de latex extraído dos seringais brasileiros e leva apenas cinco anos para se degradar na natureza), na cola a base de água, nos cadarços e na linha (os dois de algodão orgânico). Até mesmo a fábrica da Free Way no Brasil utiliza energia eólica, solar e gravitacional. Por tantas qualidades, os sapatos da Bio Way receberam um certificado do Greenpeace de sustentabilidade e é comercializada nas lojas da ONG.


A Marca Um por Um investe na sustentabilidade social confeccionando modelos de Alpargatas e doando um par de calçados a uma criança carente a cada venda do modelo. Os calçados podem ser adquiridos pela internet.

Simple Shoes é uma empresa norte-americana de acessórios que só fabrica produtos 100% sustentáveis. São estofamentos, fibras de bambu, plástico, pneus, algodão orgânico, cânhamo, papel reciclado, borracha natural, rolhas de cortiça, coco e couro reciclado. Tudo isso se transforma em tênis, chinelos, sandálias e bolsas para todos os gêneros e tamanhos. Ela fabrica tênis feitos de algodão orgânico, com sola de pneu reciclado e cadarços de garrafa PET reciclada. Até a embalagem dos produtos carregam a marca da ecológica. As caixas são de papel reciclado, com tinta de impressão a base de soja e cola de látex natural.


A Osenhaus pesquisa novos processos de reciclagem e cria sapatos com materiais super alterativos como telas recicladas de aparelhos de televisão. A marca também apóia a ONG Peta em iniciativas contra abusos em animais.

A Via Uno também dá passos de sustentabilidade e lançou a linha Naturezza que tem cuidados sustentáveis em todas as etapas da sua linha de produção. Para amenizar a poluição que não pode evitar, a marca realiza o plantio de árvores para neutralização de gases nocivos. O forro da sapatilha é feito com fibra de bambu e o solado com cortiça recuperada.


A Moschino em parceria com a Kartell (empresa de objetos de decoração), criou uma sapatilha de plástico 100% reciclado.

A paulista Góoc fabrica sandálias com o solado feito de borracha de pneu reciclado. Para produzir as sandálias, o pneu virar pó depois é regenerado e misturado com borracha natural e sintética. Por fim, faz-se o molde do solado. A Goóc já reciclou cerca de 2,5 milhões de pneus e espera reciclar mais 40 milhões até 2014.“Queremos convocar toda a classe empresarial brasileira a participar da causa, para incentivar e desenvolver seus produtos através da técnica de reciclagem de pneus”, afirma Thái Quang Nghiã, fundador da Goóc.


A grife Green Valley, de Camboriú (SC), desenvolveu um chinelo de folha de bananeira com alças de látex.O chinelo é resultado de vários anos de trabalho e parceria coma comunidade de bananicultoras da cidade de Corupá (SC). Além disso, as tiras do chinelo são feitas de látex biodegradável produzido no Acre e no Amazonas, por famílias ribeirinhas, com tecnologia desenvolvida pela Universidade de Brasília.

A italiana Salvatore Ferragamo também lançou sua linha sustentável de sapatos masculinos. 'Italian City Casual' é o lema que resume a essência da coleção batizada de 'Ferragamo World'. A coleção é composta por seis modelos que incluem botas, mocassins e tênis, produzidos com sola de borracha. A marca teve cuidados especiais nos procedimentos para minimizar o impacto sobre o ambiente durante a fabricação. E mais, parte dos lucros serão destinados ao Acumen Fund, organização que ajuda povos carentes na Índia, Paquistão, África e Oriente Médio.



A Melissa, também tem investido muito no conceito de design sustentável. Os sapatos são feitos de PVC e são recicláveis, sendo que seu processo de produção assegura um aproveitamento total e suas sobras são recicladas e reutilizadas. Todos os resíduos liberados na produção dos sapatos são totalmente neutralizados e tratados. Um modelo da Melissa, a Corallo, desenhada pelos irmãos Campana é feita de plástico atóxico, 100% reciclável e uma parte da renda obtida nas vendas foi doada para a ONG Visão Mundial situada em Recife.

Educação e a conscientização também estão na pauta da Melissa. Por isso, em 2005, a marca patrocinou a edição nacional do livro “Haverá a idade das coisas leves”, organizado pelo francês Thierry Kazazian. Pioneira, a edição aborda questões relativas ao desenvolvimento sustentável e tem como objetivo a conscientização para a criação de novos produtos que já chegam ao mercado respeitando as normas ambientais. O livro é o primeiro sobre design sustentável publicado no Brasil. O objetivo da marca é fazer cada vez mais com cada vez menos. Produtos cada vez mais duráveis e resistentes com menos consumo de energia e praticamente nenhuma geração de resíduos.

O que se busca aqui é tornar cada vez mais forte a ligação do design com a sustentabilidade, num momento da história da civilização em que a preservação da natureza e a valorização da vida humana tornam-se valores de amplo apelo comercial.

Um comentário:

  1. A Timberland também emprega tecnologias eco-amigáveis em alguns sapatos, especialmente da linha Earthkeepers.
    Masss, como não dá pra deixar de criticar, mais do que achar a alternativa para matérias-prima poluentes, deve-se tomar a cautela de verificar se esse processo possui, de verdade, redução da poluição.

    ResponderExcluir