quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Por Pétala Souza A vestimenta é uma linguagem simbólica e a Moda, um conjunto de códigos dos quais as pessoas se servem para comunicar...

Papel Social do Designer de Moda

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Por Pétala Souza


A vestimenta é uma linguagem simbólica e a Moda, um conjunto de códigos dos quais as pessoas se servem para comunicar-se e entender os acontecimentos e o pensamento coletivo de determinado período.

A moda expõe valores que estão prestes a emergir no ambiente social. O que faz do designer de Moda, um agente ressignificador da sociedade, na medida em que ele passa a funcionar como um catalisador de diversos universos de referências do cotidiano social. Ele sedimenta as subjetividades da sociedade para projetá-las na sua criação.

A Moda preconiza os aspectos morais e culturais latentes nas sociedades, refletindo com eficácia os sintomas sociais que permeiam o cenário da contemporaneidade. Produzir moda é uma trajetória de constante enriquecimento de conteúdo sociocultural.

A partir da sua relação com temas sociais, políticos, e filosóficos, o criador de Moda projeta desejos e necessidades materiais e imateriais construindo um objeto de desejo e consumo. As criações são, sob este ponto de vista, instrumento para a materialização e perpetuação de ideologias, de valores predominantes em uma sociedade. O designer reproduziria realidades e moldaria indivíduos por intermédio dos objetos que configura.

Esse papel social imperativo torna extremamente importante a análise crítica dos modos de pensar e fazer Moda na sociedade.

O designer consciente da relação da Moda com a sociedade sabe da responsabilidade que tem pelas interferências de sua produção nesta, tanto no plano social quanto no subjetivo e está mais perto de exercer este papel contribuindo positivamente para o desenvolvimento da sociedade.

Como profissional preparado com instrumentos objetivos e qualidades imaginativas em busca de uma solução inédita para sua criação; ao admitir-se como cidadão ativo na construção de linguagem coletiva, o designer de moda deve assumir um papel criativo não só para criação de estilos inéditos, mas também para propor soluções que acarretem benefícios para a sociedade.

O designer tem nas pessoas, seres humanos, seu campo vivo e dinâmico para atuação humanista. Portanto, o profissional desta área, deve ser formado com valores humanistas e solidários para o exercício socialmente responsável de sua atividade. Os caminhos propostos por Carlos Rodrigues Brandão, Paulo Freire Paul e Singer, para uma interação da formação acadêmica com a sociedade, são consideráveis na atuação social do designer de moda.

A pesquisa participante apresentada por Brandão, como forma de estabelecer uma relação do estudante com as comunidades populares, é um caminho para construção do pensamento solidário deste sua formação para o posterior exercício de sua profissão.

A consciência do valor de cada individuo e cidadão em sociedade, e em todas as camadas sociais proposta por Freire é significativa numa área profissional que envolve indivíduo de diversos níveis sociais na mesma cadeia de produção. Esta consciência é a forma mais eficaz de se evitar a opressão, o trabalho escravo ou semiescravo dentro da produção de moda.

De semelhante importância, a Economia Solidária exposta por Singer, aplicada á atividade do designer de moda, surge como alternativa para geração de trabalho e renda além de inclusão social. A aproximação do designer de moda com comunidades populares converte-se em ganhos para as comunidades ao mesmo tempo em que propiciam o aproveitamento e o resgate de técnicas de manufaturas dos produtos de moda, numa relação de benefício mútuo.

Assim, concluísse que o Designer de Moda que agrega valor social em sua formação é capazes de promover o desenvolvimento em toda a área de Têxtil e Moda, transformando construtiva e modernamente o contexto em que estamos inseridos, de modo a avançar o desenvolvimento no setor e a democracia em sociedade.

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