terça-feira, 16 de setembro de 2014

Nós recebemos aqui na Editora um livro que é uma gracinha. Fernando Aguzolli, estudante de filosofia, 22 anos, nascido e criado em Porto Al...

Quem, eu? Uma avó. Um neto. Uma lição de vida

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Nós recebemos aqui na Editora um livro que é uma gracinha. Fernando Aguzolli, estudante de filosofia, 22 anos, nascido e criado em Porto Alegre, resolveu ignorar os conselhos médicos sobre pessoas com Alzheimer e deixou as opiniões do senso comum de lado. Ele resolveu curtir da melhor maneira possível: trocando risadas, confidências e amor. Em 2011, ele decidiu abrir mão da empresa que estava construindo e trancar a faculdade. “Era hora de retribuir tudo aquilo que minha avó havia feito por mim no passado, quando deixou tudo para acompanhar meu crescimento e criação. Eu estava prestes a fazer o mesmo por ela”, diz. 

Fernando transformou as histórias entre ele e a avó em uma página divertidíssima no Facebook, que alimentava diariamente com as situações cotidianas que mais pareciam tiradas de um livro de piadas. Os posts ganharam projeção nacional e, além dos quase 70 mil likes, ele e sua avó estamparam capas de revistas e jornais, transformando-se em uma notícia que gerou comoção nacional.



Agora, nos 11 capítulos do livro Quem, eu? Uma avó. Um neto. Uma lição de vida

(Editora Belas Letras) , Fernando espera levar ao maior número de pessoas não só detalhes desse aprendizado como também as memórias de sua “nonna” – que faleceu no ano passado – e conhecimento sobre essa doença que ameaça qualquer relação familiar. 

“Com o tempo tornou-se fora de cogitação argumentar contra os devaneios da vovó Nilva, restando como alternativa confirmá-los. Ou seja, teria que mentir e enganá-la. Essa questão atinge nitidamente aquilo que conhecemos por ética moral. (...) Uma vez a questionei sobre a quantidade de cigarros que ela estava fumando – praticamente comendo – e, veja bem, ela botou a culpa em um anãozinho que pulava sua janela durante a noite e dançava para diverti-la em troca de cigarros. Se isso é estar na pior, poxa... E quem estava bancando o vício do ‘anão’ éramos nós! Pode isso?”, conta ele. 

Vale muito a leitura! 

Leia um trecho do livro: 

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