terça-feira, 5 de janeiro de 2016

A Publisher Sandra Teschner deu uma entrevista exclusiva para a Revista B+, confira o bate-papo: Empresária de Itabuna comanda editora ...

Sandra Teschner na Revista B+

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A Publisher Sandra Teschner deu uma entrevista exclusiva para a Revista B+, confira o bate-papo:

Empresária de Itabuna comanda editora de revistas que circulam em 96 países

Sandra Teschner é proprietária da editora de publicações customizadas Profashional; entre as empresas clientes estão Bombril, Picadilly e a baiana Avatim

Matéria publicada na edição 34 da Revista [B+]

Baiana de Itabuna, Sandra Teschner é proprietária da editora Profashional. Localizada em São Paulo, a empresa assina 15 revistas customizadas, publicações encomendadas por empresas como Avatim, Picadilly e Bombril. Sem sofrer com as mudanças do mercado editorial, a Profashional chega a números expressivos: está em 96 países e chega a uma tiragem de três milhões de exemplares com apenas uma das revistas.

Qual a sua avaliação do mercado editorial atual?

Quando eu comecei, há 13 anos, as únicas revistas customizadas que existiam eram as de companhias aéreas, era um mercado bem enxuto. As mudanças que este setor vive são uma história anunciada. Noticiar perdeu o sentido no impresso, os grandes jornais sabem disso. Os veículos que ainda dão certo agregam opinião ou dão algo mais para o leitor além da notícia. Cada vez mais vale saber para quem se escreve e como se utilizar dos recursos de entendimento comportamentais desse mercado leitor para entregar para ele um produto de resultado. Se o leitor se interessar em ler, a gente ganha o jogo.

Com a crise, é comum que muitas empresas diminuam investimentos em publicidade, o que afeta diretamente nos veículos que dependem desta verba. Como criar uma estratégia para não depender dos anunciantes?

Eu não dependo de anunciantes, quem paga a minha conta é o leitor que compra a mensagem que eu dou para ele. Eu trabalho para dar resultado em vendas para quem contrata os serviços da Profashional. O meu papel é fazer um relacionamento entre o meu cliente e o cliente final, e isso tem uma logística envolvida que vai além do conteúdo editorial. Não colocamos nossas revistas nas bancas, por exemplo, que são interessantes para revistas com outros formatos. Eu prefiro distribuir de uma forma tão absurdamente detalhada, que o meu produto chegue às mãos das pessoas que me interessam, que vão comprar aquilo que as revistas estão vendendo.

Planeja ampliar atuação no nordeste?

Tenho muita vontade de crescer no Nordeste, e não necessariamente na Bahia. Mas só faria isso com parceiros. Sei que as características dessa região são bem diferentes de uma coisa macro. O resultado que eu tenho hoje na Profashional não seria possível em nenhum outro lugar do Brasil que não fosse São Paulo. Aqui é o lugar onde se plantando dá.

O ano de 2015 foi bom para a Profashional?

Foi um ano difícil, mas eu sabia que seria assim. Dei um up absurdo na equipe do comercial, fiz parcerias estratégicas e consegui uma otimização de custos com os fornecedores. Nos preparamos. Alguns grandes clientes reduziram em tiragem, em número de páginas, mas continuaram conosco. De maneira geral, foi um ano de conquistas. Conseguimos um trabalho grande com a Bombril e fechamos com empresas para 2016. Quero estar à frente do barco e minha missão no ano que vem é levá-lo até a ilha. Quem estiver comigo deve remar para chegar lá.



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