segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Médica oncologista relata em livro o tratamento contra o câncer de mama do próprio pai a partir do ponto de vista de familiar de um pacient...

Como estamos? O desafio do câncer de mama

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Médica oncologista relata em livro o tratamento contra o câncer de mama do próprio pai a partir do ponto de vista de familiar de um paciente

Escrito em forma de diário, “Como Estamos? O desafio do câncer de mama” relata os 121 dias entre a descoberta de um caso de câncer de mama em um homem e o fim do tratamento. Quem conta a história é a Dra. Sabrina Chagas, oncologista, acostumada a dar aos pacientes e às suas famílias a notícia da doença e acompanhar os tratamentos. O homem diagnosticado com o câncer é o pai da médica, Ricardo Chagas, renomado mastologista. O relato de Dra. Sabrina, escrito a partir da troca de impressões técnicas com os médicos que assistiram seu pai e do acervo de conversas no WhatsApp com o próprio, constrói uma rede de experiências que ela agora compartilha com outros colegas que lidam diariamente com os desafios do tratamento do câncer e com pacientes e seus familiares, fragilizados emocionalmente pela doença. É a história de uma especialista que viveu o câncer sob o outro ângulo e conta como este momento pessoal contribuiu para humanizar ainda mais sua prática clínica. O projeto foi viabilizado pelo grupo francês Pierre Fabre.

Câncer de mama masculino
O câncer de mama representa apenas 1% dos casos da doença em homens e é considerado relativamente raro. De acordo com dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), em mulheres, é o segundo tipo de câncer mais comum no Brasil e no mundo, correspondendo a 25% dos novos casos da doença por ano no universo feminino. No caso dos homens, por ser pouco comum, costuma ter diagnóstico tardio pelo desconhecimento da possibilidade da doença em pacientes masculinos e a consequente falta de atenção aos sintomas. 

O sinal mais comum do câncer de mama no homem é o mesmo que na mulher: um nódulo endurecido na região mamária ou na axila que pode ou não atingir a pele e provocar uma ferida. Assim como nas mulheres, não há causas comprovadas da doença em homens, mas sabe-se que fatores hereditários podem contribuir para seu desenvolvimento. O tratamento é feito com a cirurgia de retirada do nódulo, seguida ou não por quimioterapia, hormonoterapia ou radioterapia.

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